Dois terremotos devastadores
Venezuela está lidando com as consequências de dois fortes terremotos que ocorreram nesta quarta-feira, resultando na morte de pelo menos 32 pessoas e em mais de 700 feridos. Os abalos sísmicos, com magnitudes de 7.2 e 7.5, atingiram a região próxima à cidade costeira de Morón, localizada a cerca de 170 quilômetros a oeste de Caracas, em um intervalo de apenas um minuto.
A atuação da presidente interina, Delcy Rodríguez, foi rápida ao declarar estado de emergência após os desastres. Em coletiva de imprensa, ela alertou que o número de vítimas pode aumentar à medida que os socorristas trabalham nas áreas afetadas e alcançam locais remotos. "O estado de La Guaira enfrenta uma verdadeira tragédia e se tornou uma zona de desastre", afirmou Rodríguez, ressaltando que várias edificações desabaram.
Impactos na infraestrutura
O aeroporto internacional Simón Bolívar, próximo a Caracas, foi fechado devido a danos significativos, enquanto os serviços de metrô na capital foram suspensos. A energia elétrica e a cobertura de telefonia foram afetadas em partes de Caracas, levando muitos moradores a se reunirem nas ruas durante a noite, temerosos de retornar para suas casas.
Hector Ricci, um residente de Caracas, descreveu a experiência: "Começou suave e, gradualmente, aumentou. No final, todos nós tivemos que deixar nossas casas".
Apoio internacional e reações
Os tremores foram sentidos até em regiões distantes, como a Colômbia e a Amazônia brasileira. O governo dos Estados Unidos, juntamente com outros países da América Latina, como Brasil, México, Equador e Bolívia, ofereceu assistência em busca e resgate, além de ajuda humanitária.
Estes terremotos estão entre os mais fortes a atingir a Venezuela em mais de um século, em um país onde eventos sísmicos significativos são relativamente raros em comparação com outras partes da América Latina.