O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que as tropas israelenses permanecerão no sul do Líbano, uma decisão que pode complicar as atuais negociações de paz com o Irã. Katz fez o anúncio durante uma entrevista em Tel Aviv, reiterando a posição do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
“As Forças de Defesa de Israel (IDF) estão preparadas... e não estamos recuando. Anunciamos que, em qualquer caso, não estamos nos retirando, e, neste momento – e isso é uma conquista política – não há demanda americana para que Israel se retire do Líbano”, afirmou Katz.
A recente assinatura de um acordo entre os EUA e o Irã, que estabeleceu um frágil cessar-fogo e abriu caminho para 60 dias de negociações, foi marcada por tensões. A continuidade das operações israelenses no sul do Líbano levou o Irã a ameaçar o fechamento do estreito de Ormuz.
Na quarta-feira, um drone israelense atacou um veículo próximo à cidade de Kfar Rumman, resultando na morte de duas pessoas, segundo a mídia estatal libanesa. A violência se intensificou, com Israel alegando que visou combatentes do Hezbollah e continuaria suas operações para “neutralizar ameaças imediatas”.
As conversações entre Israel e o governo libanês, mediadas pelos EUA, buscam uma retirada israelense do território libanês, mas não incluem o Hezbollah, o que levanta dúvidas sobre a eficácia das tratativas. Enquanto isso, o porta-voz do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, enfatizou a importância de um cessar-fogo no Líbano, equiparando-o à necessidade de paz no Irã.
A situação no Líbano permanece crítica, com um saldo de mais de 4.200 mortos desde o início da atual escalada de violência, que começou após um ataque do Hezbollah em resposta à morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. As tensões entre Israel e o Hezbollah continuam, dificultando ainda mais a busca por um acordo duradouro.