O Reino Unido registrou seu dia mais quente de junho na quarta-feira, com temperaturas alcançando 36,1°C em Gosport, Hampshire. O recorde anterior de 35,6°C, estabelecido em Southampton em 1976, foi superado durante a tarde.
Com a onda de calor, centenas de escolas fecharam em toda a Inglaterra e no País de Gales, e os serviços de transporte enfrentaram interrupções significativas. Passageiros de trens foram aconselhados a evitar viagens não essenciais. O Met Office prevê que a onda de calor continue até sexta-feira, com temperaturas podendo chegar a 38°C.
Aviso vermelho e impactos da onda de calor
Um aviso vermelho de calor extremo foi emitido para partes do sul e centro da Inglaterra, bem como para o sul do País de Gales, válido até as 23h59 de quinta-feira. Este é apenas o segundo aviso vermelho desde que essas alertas começaram a ser emitidos em 2021.
O cientista-chefe do Met Office, Professor Stephen Belcher, destacou que as mudanças climáticas têm contribuído para ondas de calor mais frequentes e intensas, afirmando: "Ver temperaturas como essas no Reino Unido em junho é alarmante".
Consequências e recomendações de segurança
A onda de calor já causou sérios problemas, incluindo um grande resgate em Hampshire após um jovem de 15 anos desaparecer enquanto nadava em um lago. Além disso, pessoas ficaram doentes devido ao calor em um engarrafamento na M25, em Surrey.
O UK Health Security Agency emitiu um alerta vermelho, ressaltando a importância de manter-se hidratado e evitar a exposição ao sol durante os horários mais quentes do dia. Mais de 800 escolas foram afetadas pelo calor, e a falta de preparação do país para tais temperaturas extremas foi criticada por especialistas.