Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a Prefeitura de Kumamoto, na ilha de Kyushu, no Japão, na tarde de terça-feira, 28 de julho de 2026, gerando alertas de emergência e levando autoridades a avaliarem os danos causados.
No dia seguinte, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, anunciou que 13 pessoas foram confirmadas como mortas desde o tremor, ressaltando que o número de vítimas pode aumentar, dado que muitas ainda estão desaparecidas.
Esforços de resgate em andamento
Até a quarta-feira, mais de 9.000 pessoas buscavam abrigo em centros de evacuação enquanto as operações de resgate estavam em andamento. O porta-voz do governo, Minoru Kihara, informou que sete pessoas apresentavam ferimentos graves e 29 com lesões leves, além de 9.186 pessoas acolhidas em 506 centros de evacuação em cinco prefeituras, incluindo Kumamoto e Fukuoka.
Entre as vítimas, pelo menos duas morreram em um shopping em Kashima, e uma terceira faleceu devido ao desabamento de um prédio próximo ao epicentro do tremor. A emissora pública NHK relatou que várias pessoas estavam presas dentro do shopping danificado, e algumas foram resgatadas, incluindo uma que estava em parada cardiorrespiratória.
Takaichi afirmou: "Ainda há pessoas esperando para serem resgatadas e esta é uma corrida contra o tempo. Mobilizaremos todos os recursos disponíveis para salvar o maior número possível de vidas."
Avaliação de danos e segurança nuclear
A primeira-ministra também mencionou que os primeiros relatórios indicavam múltiplas lesões, danos à infraestrutura civil e incêndios em várias áreas afetadas. "Estamos ainda avaliando a extensão das lesões e dos danos materiais, mas já fui informada de que houve vários feridos", disse Takaichi.
Embora o terremoto tenha gerado grande preocupação e temporariamente tenha elevado os temores de um tsunami, as autoridades confirmaram que a ameaça havia diminuído e que a costa japonesa não estava mais em perigo. Um representante da Agência Meteorológica do Japão (JMA) declarou que não houve atividade de tsunami observada até o momento.
A Autoridade de Regulação Nuclear do Japão assegurou que não foram detectadas anomalias em três usinas nucleares próximas, aliviando preocupações em um país que ainda se recupera do desastre nuclear de Fukushima em 2011. Contudo, a tremulação afetou o fornecimento de eletricidade na região, com aproximadamente 45.000 residências e instalações em Kumamoto ficando sem energia temporariamente.
Kumamoto tem um histórico de terremotos devastadores, tendo sido atingida por dois grandes tremores em 2016, que resultaram em 273 mortes e mais de 2.800 feridos. O Japão, situado ao longo do "Anel de Fogo" do Pacífico, é um dos países mais propensos a terremotos do mundo, registrando centenas de tremores anualmente.
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