Juiz mantém lei contra imagens íntimas falsas geradas por IA

Uma lei de Minnesota, nos Estados Unidos, que proíbe a criação de imagens íntimas falsas por inteligência artificial continuará em vigor. Um juiz federal rejeitou nesta sexta-feira (4) o pedido da xAI, empresa de Elon Musk, para suspender a medida.

A lei entrou em vigor em 1º de agosto e proíbe operadores de sites, desenvolvedores de programas e outras pessoas de permitir que usuários usem inteligência artificial para retirar digitalmente as roupas de pessoas identificáveis em imagens. É a primeira lei desse tipo nos Estados Unidos.

Questões constitucionais

O juiz federal Donovan Frank rejeitou o pedido da xAI por uma decisão provisória que suspendesse a aplicação da lei. Ele argumentou que a empresa não conseguiu demonstrar que sofreria prejuízos enquanto o processo continua.

Frank afirmou que as questões constitucionais levantadas pelas partes são complexas, especialmente por envolverem uma tecnologia nova e os riscos que ela representa para o público.

Criticações à xAI

A xAI e o gabinete do procurador-geral de Minnesota não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

Grok, ferramenta de inteligência artificial da xAI, já foi criticado por produzir conteúdo sexualmente explícito. A empresa também iniciou processos contra usuários que, segundo a empresa, estariam burlando os mecanismos de proteção do Grok para criar imagens sexuais de pessoas sem o consentimento delas.