O debate sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de Goiânia para 2027 está em andamento, com uma previsão de orçamento de cerca de R$ 11 bilhões, que servirá como base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA). Durante uma audiência pública na Câmara Municipal, vereadores e representantes da Prefeitura analisaram a capacidade de investimento da capital, as despesas obrigatórias crescentes e os riscos fiscais que podem impactar as contas públicas nos próximos anos.
De acordo com o secretário municipal da Fazenda, Oldair Marinho, a administração espera um crescimento econômico impulsionado pela retomada das atividades comerciais e a realização de grandes eventos na cidade. Ele destacou que a arrecadação municipal cresceu cerca de 8% em 2026 em comparação ao ano anterior, o que fortalece a capacidade financeira da Prefeitura.
Contudo, a administração enfrenta limitações significativas. Um dos principais pontos de debate foi a proposta de aumentar de 23% para 30% o limite de abertura de créditos suplementares sem autorização da Câmara, o que representaria uma margem adicional de aproximadamente R$ 800 milhões para remanejamentos orçamentários. A Prefeitura defende que essa flexibilidade é crucial para lidar com situações imprevistas.
Investimentos e desafios
A proposta prevê R$ 877 milhões para investimentos em 2027, o que representa apenas 7,7% do orçamento total. O vereador Leo José criticou o percentual, afirmando que a capacidade de investimento da gestão é limitada devido a compromissos financeiros de administrações anteriores.
As despesas com pessoal devem atingir R$ 5,57 bilhões, um aumento de 10,5% em relação ao orçamento atual. A administração garantiu que esse crescimento está dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Preocupações futuras
Os riscos fiscais incluem o aumento de despesas decorrentes de decisões judiciais e demandas na área da saúde. Os vereadores expressaram preocupações sobre a sustentabilidade da política de investimentos, alertando que a dependência de financiamentos pode afetar a execução de grandes obras.
A votação da LDO está programada para o dia 15 de julho, com possibilidade de emendas até lá, definindo as diretrizes para o orçamento municipal de 2027.
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