O Autódromo Internacional de Goiânia, que completou 52 anos nesta terça-feira (28), enfrenta uma situação crítica, marcada pelo cancelamento de duas etapas da Porsche Cup e pela necessidade de nova troca de asfalto. A data de aniversário, ao invés de ser um momento de celebração, traz à tona os desafios enfrentados pela infraestrutura do autódromo.

Porsche Cup cancela etapas

A Porsche Cup anunciou a retirada das etapas 3 e 8 do calendário, que estavam previstas para ocorrer em outubro. Segundo a categoria, as obras prolongadas no autódromo inviabilizam a realização das provas dentro dos padrões de segurança e organização. Novas sedes para as etapas canceladas devem ser anunciadas em breve.

Problemas estruturais persistem

Os problemas no autódromo começaram a ser evidentes durante a realização da MotoGP, em março, evento que custou mais de 1 bilhão de reais ao estado. Na ocasião, um buraco se formou na reta principal, causando atrasos nas atividades e a redução da distância da corrida após o pavimento se soltar entre as curvas 11 e 12.

Após mais de um mês fechado para reparos, o circuito recebeu a Stock Car em maio, mas os pilotos relataram problemas de esfarelamento na curva 6, o que os obrigou a alterar a trajetória durante as provas. A situação levantou preocupações adicionais sobre a segurança da pista.

Nova interdição e previsões de fechamento

A Goinfra, responsável pela gestão do autódromo, anunciou que iniciará a retirada completa da camada asfáltica a partir desta quarta-feira (29). A nova obra deve durar pelo menos quatro meses, incluindo etapas de fresagem, pavimentação e o período de cura do novo asfalto. Esse cronograma levanta a possibilidade de que o autódromo permaneça fechado durante todo o segundo semestre, com uma reabertura prevista apenas para 2027, o que pode resultar no cancelamento de outros eventos, incluindo uma nova passagem da Stock Car.

Impactos financeiros e institucionais

Embora a garantia cubra a troca do asfalto, não há proteção para as perdas financeiras decorrentes dos cancelamentos. Estima-se que cada grande evento cancelado gere um prejuízo de pelo menos R$ 300 mil, sem contar os impactos sobre boxes, camarotes, hotéis e fornecedores, além do desgaste da credibilidade do autódromo.