O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sinalizou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que pretende levar ao plenário da Corte os desdobramentos da crise envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.

Fachin busca análise coletiva

A avaliação é que as acusações e questionamentos que vieram à tona nos últimos dias precisam ser analisados pelo conjunto dos ministros, e não apenas por meio de decisões individuais. Fachin também demonstrou incômodo com a forma como os dois lados vêm conduzindo o embate.

Nesse sentido, Edson Fachin afirmou que nenhuma autoridade está acima da Constituição e que resposta a fatos 'graves' será 'firme'. Ele também destacou que a 'gravidade' dos acontecimentos 'não autoriza atalhos'.

Procedimento previsto

A intenção, segundo relatos, é aguardar as respostas e manifestações de Moraes e Mendonça sobre os episódios que deram origem à crise antes de definir o encaminhamento. Em seguida, submeter aos demais integrantes do tribunal para uma discussão e, posteriormente, levar a um debate em plenário.

A expectativa é que tanto Moraes quanto Mendonça sejam chamados a se declarar impedidos a votar nos julgamentos. Fachin não teria indicado qual será sua posição sobre o mérito das acusações ou qual resultado considera mais provável. O encaminhamento defendido, neste momento, é ouvir os envolvidos, reunir os elementos necessários e, depois, levar a discussão ao plenário do STF.