O Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu, na sexta-feira (24.jul.2026), não acolher uma queixa apresentada pela ONG de direitos humanos FairSquare contra Gianni Infantino, presidente da FIFA. A denúncia questionava o apoio de Infantino às ações e políticas do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e alegava que tal postura poderia comprometer a neutralidade política exigida no esporte internacional.
O COI afirmou que a queixa estava fora de sua jurisdição, conforme informações divulgadas pela Reuters. Em 2025, a FairSquare já havia protocolado uma reclamação ao Comitê de Ética da FIFA, enfatizando a proximidade de Infantino com Trump, o que levantou preocupações sobre favoritismo e possíveis conflitos de interesse.
Relação conturbada com Trump
Durante a Copa do Mundo de 2026, que ocorreu de forma conjunta entre os Estados Unidos, México e Canadá, Infantino e Trump foram vaiados pelo público ao entrarem em campo para a cerimônia de entrega do troféu. Esse episódio ilustra a tensão em torno da figura de Trump no evento esportivo.
Na ocasião, Trump contatou diretamente Infantino, solicitando a anulação do cartão vermelho recebido pelo atacante americano Folarin Balogun. O Comitê Disciplinar da FIFA atendeu ao pedido de maneira inédita, permitindo que o jogador participasse das oitavas de final, o que gerou revolta entre seleções rivais e protestos por parte da UEFA.
Críticas e polêmicas
Em 2025, Infantino foi responsável por entregar o Prêmio da Paz da FIFA a Trump, ação que gerou críticas de federações europeias e defensores dos direitos humanos. Além disso, o presidente da FIFA foi acusado de desrespeitar protocolos de neutralidade ao aparecer publicamente com um boné que fazia referência aos mandatos de Trump e ao atrasar compromissos oficiais da FIFA para acompanhar o ex-presidente em atividades diplomáticas.
A relação entre Infantino e Trump continua a ser um tema polêmico, especialmente com o aumento das críticas em relação à influência política no esporte. A recusa do COI em investigar a queixa da FairSquare levanta questões sobre a linha que separa a política do esporte e a responsabilidade das organizações esportivas em manter a neutralidade.
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