O Ministério do Comércio da China incluiu na 6ª feira (24.jul.2026) 13 companhias europeias e uma universidade polonesa na lista de restrição de exportações de itens de uso duplo —produtos que podem ser utilizados tanto no setor civil quanto no militar. Na prática, a medida impede a venda de terras-raras para essas instituições. Empresas chinesas passam a precisar de autorização do governo para exportar esses materiais às entidades listadas.

A decisão amplia a lista de disputas comerciais entre a China e a UE (União Europeia). A inclusão das entidades europeias na lista chinesa se deu um dia depois de o bloco sancionar 14 empresas chinesas em uma nova rodada de sanções contra a Rússia. Segundo a UE, essas companhias auxiliam o esforço de guerra russo contra a Ucrânia.

Para responder às sanções europeias, a China mirou empresas ligadas ao setor de defesa do bloco. Entre elas está a alemã Rheinmetall , fabricante de blindados, armas de grosso calibre, sistemas de artilharia, tecnologias de defesa aérea, munições e peças automotivas. Um dos nomes que chamam atenção na lista é o da Universidade de Ciência e Tecnologia de Wroclaw, a única instituição de ensino incluída.

Segundo o jornal chinês South China Morning Post , a universidade foi alvo da medida por participar de projetos militares da UE. A França foi o país mais atingido, com 3 empresas incluídas na lista de restrição. Escalada comercial Além desse embate, China e UE também intensificaram nas últimas semanas as disputas relacionadas ao comércio eletrônico.

Empresas como Shein e AliExpress foram multadas por órgãos reguladores europeus em 22,5 milhões de euros (R$ 130 milhões) e 550 milhões de euros (R$ 3,2 bilhões), respectivamente. Na semana passada, a China prometeu responder ao que chamou de “barreiras discriminatórias” contra empresas chinesas. Eis a lista das entidades europeias sancionadas pela China: Rheinmetall (Alemanha); Sindlhauser Materials (Alemanha); Antraco (Alemanha); Garnet Automazione & Robotica (Itália); Lafert SpA (Itália); InPACT (França); III-V Lab (França); Cavok (França); Vigo Photonics (Polônia); Universidade de Ciência e Tecnologia de Wroclaw (Polônia); IHC (Holanda); Tatra (Tchéquia); Opticoelectron (Bulgária); Ekspla (Lituânia).