Após quatro décadas dedicadas ao comércio de madeira, Claudinei Roberto Nanzi, residente em Jundiaí, São Paulo, decidiu mudar o rumo de sua vida após se aposentar. Ele começou a coletar garrafas PET descartadas do Rio Jundiaí e a transformá-las em esculturas variadas, como flores, plantas aquáticas, animais, personagens e imagens religiosas.

A iniciativa surgiu do desejo de contribuir para a preservação ambiental, motivada pela experiência de Claudinei ao observar os danos causados pela exploração florestal ao longo de sua carreira. Desde então, ele tem trabalhado em suas criações de forma artesanal, utilizando os fundos de sua residência.

Processo de criação e impacto ambiental

Claudinei desenvolve suas peças a partir de garrafas plásticas de dois litros, empregando um processo que inclui seleção, corte, soldagem, modelagem, pintura e acabamento. Essa prática não apenas evita que o plástico permaneça no meio ambiente por longos períodos, mas também resulta em obras que se destacam pelo acabamento detalhado e pela mensagem que transmitem sobre a importância do consumo consciente e do descarte correto de resíduos.

Transformação em fonte de renda

Atualmente, a venda das esculturas contribui para a renda de Claudinei, que almeja transformar essa atividade em sua principal fonte de sustento. Ele acredita que os artesãos devem adquirir conhecimentos em gestão, vendas e marketing para expandir seu mercado consumidor. Essa visão está alinhada com os objetivos do Programa Empreendedor Artesão, promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, que visa fortalecer o artesanato como uma fonte de emprego e desenvolvimento regional.

O programa oferece diversas ações, incluindo qualificação, orientação para formalização de negócios, incentivo ao acesso ao crédito e capacitação em marketing e ferramentas digitais, buscando promover a sustentabilidade e a criatividade no setor.

A trajetória de Claudinei é um exemplo de como o artesanato sustentável pode unir a preservação ambiental à geração de renda. Ao transformar resíduos plásticos em arte, ele demonstra que materiais que costumam ser descartados podem ter uma nova utilidade, fortalecendo a economia criativa e incentivando práticas de consumo e reciclagem mais conscientes.