A Polícia Civil do Ceará anunciou, nesta sexta-feira (3), a conclusão da operação de destruição e incineração controlada de uma plantação de maconha localizada em Acopiara. A ação ocorreu após a apreensão de aproximadamente 290 mil pés da planta, considerada uma das maiores do estado, descoberta em 25 de junho.
Deputado encontra maconha enterrada
No mesmo dia em que a operação foi finalizada, o deputado André Fernandes (PL) retornou à fazenda e afirmou, por meio de suas redes sociais, ter encontrado parte da droga enterrada em uma área sem vigilância policial. O parlamentar alegou que a descoberta contradiz as informações da Polícia Civil sobre a completa destruição da plantação.
Em resposta, o delegado Pedro Viana, diretor do Departamento de Polícia do Interior Sul, esclareceu que o material encontrado por Fernandes são restos da plantação e outras plantas do terreno que foram destruídas. "Claramente, se vê que não é maconha. Quem não entende acha que isso aqui é maconha. A maconha não é feita de raízes", afirmou Viana.
Processo de incineração e acompanhamento
A incineração das plantas foi realizada pelo Corpo de Bombeiros, que utilizou a técnica de cavar valas e queimar a droga com o auxílio de gasolina e óleo diesel. Após a queima, a área foi coberta com terra para evitar que o fogo se alastrasse. A operação contou com a supervisão de diversas entidades, incluindo a Perícia Forense do Ceará e a Vigilância Sanitária.
Conforme a legislação brasileira, drogas apreendidas devem ser incineradas em até 30 dias após a apreensão. O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), visitou a fazenda no início da semana e garantiu que a Polícia Civil permaneceria no local até que toda a plantação fosse destruída.
Controvérsias e investigações em andamento
A operação de apreensão da maconha, que se tornou um dos maiores casos da história do Ceará, gerou polêmica após as denúncias de André Fernandes sobre a falta de segurança no local e a possível omissão dos policiais. O deputado declarou que a droga não foi devidamente incinerada e que a destruição não ocorreu conforme prometido pelo governador.
O Partido Liberal (PL) anunciou que acionará o Ministério Público e a Polícia Federal para investigar as novas alegações de Fernandes. O partido também considera a possibilidade de abrir uma ação de improbidade administrativa contra agentes públicos, caso as investigações confirmem falhas nos procedimentos legais.
Após o caso, a Polícia Civil identificou o proprietário da fazenda e o arrendatário, sendo que o primeiro foi preso temporariamente e o segundo permanece foragido. A investigação sobre a conduta dos policiais envolvidos na operação também será apurada.
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