O vereador de São Paulo Senival Pereira de Moura, do PT, foi preso na última quinta-feira (25) durante a Operação Última Parada. As investigações indicam que ele teria sido condenado à morte pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), mas foi perdoado devido à sua influência política e à possibilidade de ressarcir parte dos prejuízos financeiros atribuídos a ele pela facção criminosa.
Os documentos apresentados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) revelam que a crise entre o PCC e a administração da empresa de ônibus Transunião Transportes S.A. começou após a desconfiança em relação a Adauto Soares Jorge, diretor-presidente da empresa e considerado representante de Senival. Em março de 2020, Adauto foi assassinado, supostamente por desvio de recursos que deveriam ser destinados à facção.
Conforme o MP-SP, integrantes do PCC descobriram que Adauto estaria desviando fundos da Transunião para financiar um “caixa dois” para a campanha de reeleição de Senival em 2020. Essa situação levou à perda de confiança entre os envolvidos, resultando na convocação de um “debate” para resolver a questão, onde tanto Adauto quanto Senival foram condenados à morte.
No entanto, Senival recebeu o perdão da facção em troca de concordar com a execução de Adauto. A defesa do vereador repudiou a prisão, afirmando que a decisão é surpreendente e ocorre em um momento sensível, às vésperas das eleições. Eles garantem que Senival confia na Justiça e que sua inocência será comprovada ao longo da investigação.
Perfil de Senival Moura
Senival Moura está em seu sexto mandato na Câmara Municipal de São Paulo e é conhecido por sua atuação na área de transporte. Sua trajetória política se iniciou na década de 1970, e ele já havia sido investigado anteriormente por suspeita de envolvimento na morte de Adauto. A atual operação é um desdobramento das investigações que começaram após o assassinato de Adauto.
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