A Força Aérea da Ucrânia confirmou que interceptou 18 dos 41 mísseis lançados pela Rússia em um ataque ocorrido neste domingo (19). Segundo o ministro interino das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, este representa o maior número de mísseis balísticos utilizados por Moscou em um único ataque desde o início do conflito.

"A Rússia lançou o maior número de mísseis balísticos desde o início da guerra — cerca de quatro dúzias — em um ataque terrorista brutal contra a capital ucraniana, matando e ferindo pessoas", declarou Sybiha em sua conta na rede social X. Ele acrescentou que a Ucrânia exige respostas apropriadas e enérgicas, enfatizando a necessidade de uma pressão significativa sobre Moscou.

Impactos do ataque em Kiev

O ataque com mísseis ocorreu na madrugada de domingo, resultando na morte de pelo menos uma pessoa e deixando 13 feridos, de acordo com autoridades locais. Explosões poderosas foram ouvidas em diversos pontos da capital, enquanto a Força Aérea da Ucrânia emitia alertas sobre a ameaça de mísseis balísticos.

O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que incêndios foram registrados em um dormitório, um prédio de apartamentos e um supermercado, além de danos em vários edifícios não residenciais e armazéns. Em um dos locais atingidos, moradores tentavam resgatar pessoas dos escombros e apagar incêndios. Um residente, identificado como Vlad, relatou ter sido atingido por uma explosão enquanto tentava cuidar de sua avó, que não pode se locomover.

Intensificação dos ataques e resposta ucraniana

O Serviço Estadual de Emergência da Ucrânia mobilizou equipes para atender os feridos e combater incêndios em três distritos da cidade. Além disso, a administração militar local reportou que duas pessoas foram feridas na região metropolitana de Kiev, com danos significativos a armazéns.

Nas últimas semanas, a Rússia aumentou a frequência de ataques com mísseis balísticos, atingindo Kiev e outras cidades. Essa escalada ocorre em um momento em que a Ucrânia enfrenta dificuldades com seus sistemas de defesa aérea, que são em grande parte fornecidos pelos Estados Unidos e são cruciais para interceptar esses mísseis.

Por outro lado, a Ucrânia também intensificou seus ataques de longo alcance contra alvos russos, como centros logísticos e infraestruturas energéticas. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou que as forças ucranianas atingiram instalações logísticas em Moscou e Tambov, que eram usadas para fornecer componentes para a fabricação de drones e equipamentos de navegação para as forças russas.

A guerra entre Rússia e Ucrânia, que teve início em fevereiro de 2022, continua a ser marcada por uma troca constante de ataques aéreos e de mísseis, refletindo a escalada do conflito.