A Rússia intensificou seus ataques aéreos em Kyiv, lançando o maior número de mísseis balísticos desde o início do conflito, conforme informado pelo ministro das Relações Exteriores da Ucrânia. Os bombardeios ocorreram nas primeiras horas de domingo, resultando em uma morte e pelo menos 15 feridos, de acordo com autoridades locais.
Impacto dos ataques em Kyiv
Os ataques, que duraram várias horas, atingiram seis distritos da capital ucraniana, conforme relatado pela polícia nacional. O Serviço de Emergência do Estado informou que os bombardeios provocaram incêndios em prédios residenciais, escritórios, áreas industriais e veículos. Em um incidente no distrito de Sviatoshynskyi, equipes de resgate conseguiram retirar quatro pessoas de uma casa em chamas, enquanto no distrito de Shevchenkivskyi, moradores foram salvos de um edifício de três andares em chamas.
Desafios enfrentados pela Ucrânia
Este ataque ressalta os desafios crescentes para a Ucrânia em seu quinto ano de guerra, especialmente em um momento em que o país enfrenta uma escassez de mísseis Patriot, suas melhores armas para interceptar mísseis balísticos. A situação interna também é tensa devido à recente demissão do ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, pelo presidente Volodymyr Zelenskyy, o que gerou protestos nas ruas e descontentamento entre os soldados ucranianos. Críticos consideram a decisão de Zelenskyy uma das piores de sua presidência, especialmente em um momento em que a Ucrânia parecia ganhar impulso na guerra.
O ministro das Relações Exteriores, Andrii Sybiha, descreveu o bombardeio como “um ataque terrorista brutal contra a capital ucraniana”, pedindo uma resposta firme à Rússia. Em uma postagem na plataforma X, ele afirmou: “Precisamos de pressão devastadora sobre Moscou para acabar com este terror”.
Além dos ataques em Kyiv, drones russos atacaram a região de Dnipropetrovsk, resultando em mais uma morte, conforme relatado pelo oficial regional Oleksandr Ganzha. Na região de Zaporizhia, um drone russo atingiu um trem de passageiros, matando o condutor, de acordo com a companhia ferroviária nacional da Ucrânia, que divulgou imagens dos vagões em chamas.
Desde julho, a Rússia tem realizado várias ondas de ataques em larga escala contra Kyiv, utilizando mísseis balísticos em pelo menos sete ocasiões, enquanto a Ucrânia continua a enfrentar a limitação de mísseis interceptores Patriot. No último ataque, a força aérea ucraniana informou ter derrubado 18 dos 41 mísseis lançados pela Rússia durante a noite.
Em resposta à situação, a Ucrânia também atacou dois petroleiros russos no Mar Negro, parte de sua estratégia para cortar o fornecimento de combustível e suprimentos à península da Crimeia, ocupada pela Rússia. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que está disposto a conceder licenças para a produção doméstica de mísseis Patriot na Ucrânia, embora os detalhes e a cronologia dessa medida ainda não estejam claros.
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