A Rússia lançou uma série de ataques com mísseis balísticos na capital ucraniana, Kyiv, resultando na morte de uma pessoa e ferimentos em pelo menos 14, conforme informações de autoridades locais. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, descreveu o evento como "um dos ataques balísticos mais massivos sobre Kyiv" desde o início da invasão em larga escala por parte da Rússia.
Detalhes do ataque e resposta da Ucrânia
A ofensiva ocorreu em várias áreas da região durante a noite. A Força Aérea da Ucrânia informou que suas defesas aéreas conseguiram interceptar 18 dos 41 mísseis lançados, além de 108 drones. Os sistemas de defesa foram acionados em resposta a uma variedade de armamentos russos, incluindo mísseis Iskander e hipersônicos Zircon, e também a utilização de 125 drones.
O prefeito de Kyiv, Vitaliy Klitschko, indicou que tanto prédios residenciais quanto não residenciais foram danificados, incluindo um supermercado e um dormitório. Incêndios em dois armazéns foram controlados por equipes de bombeiros.
Retaliação ucraniana e alvos russos
Em meio a essa escalada, a Ucrânia também intensificou seus ataques a alvos russos. Drones ucranianos atacaram dois petroleiros no Mar Negro, segundo informações do Exército ucraniano. O Consórcio do Oleoduto do Cáspio, que transporta petróleo do Cazaquistão para o porto russo de Novorossiysk, confirmou que seu terminal foi atingido, mas não houve feridos ou vazamentos de petróleo.
Além disso, a governadoria da região sudoeste da Rússia, Stavropol, relatou que um ataque com drones causou um incêndio em um parque industrial. O ataque mais recente em Kyiv foi uma resposta a operações ucranianas que destruíram armazéns da Wildberries, o maior varejista online da Rússia, resultando em oito mortes e incêndios significativos.
Em sua mensagem no Telegram, Zelensky destacou que, na última semana, a Rússia utilizou cerca de 1.450 drones de ataque, mais de 1.640 bombas guiadas e 99 mísseis de diversos tipos contra a Ucrânia. Ele afirmou que as operações da Ucrânia são uma resposta às "ataques russos em nossa infraestrutura civil e em nossas cidades e comunidades".
Recentemente, a Ucrânia também intensificou seus ataques a infraestrutura energética crítica da Rússia, o que resultou em escassez generalizada de combustíveis. No início deste mês, Kyiv afirmou que quase 43% da capacidade de refino de petróleo da Rússia havia sido "desativada" em consequência dos ataques, embora a BBC não tenha verificado essa informação de forma independente.
A Ucrânia considera as instalações de petróleo e gás russas como alvos legítimos, uma vez que Moscou depende fortemente da exportação de combustíveis fósseis para financiar sua invasão, que teve início em fevereiro de 2022.
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