Na madrugada de 19 de julho de 2026, a Rússia lançou um dos maiores ataques balísticos contra a capital ucraniana, Kyiv, desde o início de sua invasão em larga escala. De acordo com autoridades ucranianas, cerca de quatro dezenas de mísseis foram disparados, resultando em pelo menos uma morte e 16 feridos.
Detalhes do ataque e suas consequências
O ataque teve início por volta da 1h30, horário local, e se estendeu por várias horas. As forças de defesa aérea da Ucrânia conseguiram interceptar 18 dos 41 mísseis lançados, segundo informações da força aérea de Kyiv. Apesar disso, 23 mísseis e 10 drones atingiram 20 locais na cidade, que foram os principais alvos do ataque.
Testemunhas relataram explosões significativas, algumas das quais ativaram alarmes de carros no centro da cidade. O prefeito de Kyiv, Vitali Klitschko, mencionou a ocorrência de incêndios em várias áreas, incluindo um dormitório, um bloco residencial e um supermercado, e destacou que os serviços de emergência foram acionados para controlar a situação.
Além disso, equipes de resgate conseguiram retirar quatro pessoas de uma casa em chamas no distrito de Sviatoshynskyi e resgataram moradores de um prédio de três andares em chamas no distrito de Shevchenkivskyi.
Contexto e resposta internacional
Este ataque ocorre um dia após a Ucrânia realizar um ataque com drones em armazéns de comércio eletrônico nas regiões de Moscou e Tambov, resultando na morte de pelo menos oito pessoas e em grandes incêndios. No mesmo dia, ataques russos na Ucrânia causaram a morte de pelo menos duas pessoas.
A invasão russa da Ucrânia já dura cinco anos, e ambos os lados têm utilizado com frequência ataques aéreos. Contudo, a Rússia tem intensificado o uso de mísseis balísticos, enquanto a Ucrânia enfrenta dificuldades na manutenção de seus estoques de mísseis interceptores.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou recentemente que está disposto a conceder à Ucrânia licenças para produzir mísseis interceptores Patriot, o que poderia fortalecer as defesas de Kyiv contra os ataques balísticos russos. No entanto, os detalhes e o cronograma para a implementação dessa decisão ainda não foram esclarecidos.
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