Na madrugada do dia 19 de julho de 2026, a Rússia realizou um ataque massivo com mísseis balísticos na capital da Ucrânia, Kyiv, marcando a maior ofensiva desse tipo desde o início da guerra em larga escala. Segundo autoridades ucranianas, cerca de quatro dezenas de mísseis foram disparados, resultando em pelo menos uma morte e 16 feridos.

O ministro das Relações Exteriores interino da Ucrânia, Andrii Sybiha, expressou a necessidade urgente de respostas adequadas e contundentes à agressão russa. Em uma postagem na plataforma X, ele afirmou: "Precisamos de uma pressão devastadora sobre Moscou para acabar com esse terror".

Detalhes do Ataque

O ataque teve início por volta das 1h30, horário local, e se estendeu por várias horas. De acordo com a força aérea de Kyiv, 18 dos 41 mísseis lançados pela Rússia foram interceptados. No total, 23 mísseis e 10 drones atingiram 20 locais diferentes, com o foco principal em Kyiv.

Além disso, aproximadamente 108 dos 125 drones russos foram derrubados. Testemunhas relataram várias explosões, incluindo aquelas provocadas pelos sistemas de defesa aérea. Um jornalista da AFP destacou que uma das explosões foi tão intensa que acionou alarmes de carros em toda a área central da cidade.

O prefeito de Kyiv, Vitali Klitschko, informou que incêndios foram registrados em diversas áreas, incluindo um dormitório, um bloco residencial e um supermercado. Os serviços de emergência foram mobilizados para combater as chamas, e equipes de resgate conseguiram retirar quatro pessoas de uma casa em chamas no distrito de Sviatoshynskyi, além de resgatar moradores de um edifício de três andares no distrito de Shevchenkivskyi.

Contexto da Conflito

Este ataque russo ocorreu um dia após a Ucrânia ter enviado drones de ataque para destruir armazéns de comércio eletrônico nas regiões de Moscou e Tambov, resultando na morte de ao menos oito pessoas e causando grandes incêndios. No mesmo dia, bombardeios russos na Ucrânia deixaram pelo menos dois mortos.

A invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia já dura quase cinco anos, com ambos os lados utilizando regularmente ataques com drones. No entanto, a Rússia tem aumentado o uso de mísseis balísticos direcionados a Kyiv e outras áreas do país, enquanto a Ucrânia alerta sobre a diminuição de seus estoques de mísseis interceptores.

Recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, indicou que está disposto a conceder licenças à Ucrânia para a produção de mísseis interceptores Patriot, o que poderia fortalecer a defesa de Kyiv contra os ataques balísticos russos, embora os detalhes e o cronograma dessa decisão ainda não estejam claros.