Forças armadas da Ucrânia informaram ter atacado dois petroleiros russos no Mar Negro durante a madrugada deste domingo (19). O comando militar de Kiev anunciou que, além dos petroleiros, um guindaste flutuante no Mar de Azov também foi atingido. Segundo o Estado-Maior, esses alvos estavam envolvidos no apoio logístico da Rússia em sua ofensiva na Ucrânia.
O ataque ucraniano ocorre em um contexto de intensificação do conflito, especialmente após uma série de mísseis balísticos disparados pela Rússia contra a capital ucraniana, Kiev. Este ataque recente resultou na morte de pelo menos uma pessoa e deixou outras 13 feridas.
Escalada de hostilidades entre Ucrânia e Rússia
A Força Aérea da Ucrânia relatou ter conseguido interceptar 18 dos 41 mísseis lançados pela Rússia em uma das ofensivas mais significativas desde o início da guerra. O ministro interino das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, destacou que este foi o maior número de mísseis balísticos usados pela Rússia em um único ataque até agora.
“A Rússia lançou o maior número de mísseis balísticos desde o início da guerra — cerca de quatro dúzias — em um ataque terrorista brutal contra a capital ucraniana, matando e ferindo pessoas”, afirmou Sybiha em uma postagem na rede social X. O ministro também pediu por respostas adequadas e contundentes, ressaltando a necessidade de uma pressão significativa sobre Moscou para pôr fim aos ataques.
Repercussões e resposta internacional
O ataque a Kiev, que coincide com a ofensiva ucraniana no Mar Negro, tem gerado preocupações internacionais sobre a escalada do conflito. O uso de mísseis balísticos em grande escala por parte da Rússia é visto como uma tentativa de intimidar a Ucrânia e reafirmar seu controle na região. As autoridades ucranianas continuam a buscar apoio internacional, solicitando mais armamentos e assistência militar para enfrentar os desafios impostos pela agressão russa.
A situação permanece tensa, com ambos os lados trocando acusações e intensificando suas operações militares. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos, enquanto a Ucrânia luta para se defender e manter sua soberania diante dos ataques constantes.
Comentários (0)
Entre ou cadastre-se para comentar.