Na última quarta-feira (24), a Venezuela sofreu a devastação de dois terremotos que deixaram mais de 180 mortos e cerca de 1.500 feridos. No entanto, algumas pessoas conseguiram se preparar para os abalos quando receberam alertas antecipados em seus celulares.
Esses avisos foram gerados pelo sistema de alertas de terremotos do Android, desenvolvido pelo Google. A venezuelana Jessie Figueira relatou ao g1 que recebeu um aviso aproximadamente 30 segundos antes de sentir o tremor. "Terremoto próximo: você poderá sentir tremores. A magnitude inicial estimada é de 6,2 a cerca de 357 quilômetros de distância", disse ela ao compartilhar a notificação.
Como Funciona o Sistema de Alertas
O Google utiliza os smartphones Android para monitorar atividades sísmicas em todo o mundo, criando uma vasta rede de detecção de terremotos. De acordo com a empresa, mais de 2 bilhões de dispositivos Android atuam como mini-sismômetros. Desde 2021, o sistema identificou mais de 18 mil tremores, gerando cerca de 790 milhões de alertas em dispositivos de usuários.
O mecanismo de detecção se baseia no acelerômetro dos celulares, que registra vibrações e acelerações. Quando os dados indicam uma atividade sísmica fora do padrão, um sinal é enviado para o servidor do Google, que analisa as informações provenientes de vários aparelhos para confirmar o evento.
Impactos dos Terremotos e Alertas Emitidos
Os alertas são acionados para tremores com magnitudes a partir de 4,5. Na Venezuela, os terremotos registrados tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5, ocorrendo a menos de um minuto de intervalo em áreas densamente povoadas. O Google também considera a Escala de Intensidade Mercalli Modificada (MMI) ao emitir alertas, que varia de 1 a 12, onde 1 representa tremores não sentidos e 12 indica destruição generalizada.
Os alertas do Android são classificados em duas categorias: alertas de atenção para tremores com intensidade MMI 3 e 4, e alertas de ação para intensidades acima de 5.
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