Um terremoto de magnitude preliminar de 7,1 atingiu a cidade de Kumamoto, localizada na ilha de Kyushu, no sul do Japão, na tarde de terça-feira. O evento sísmico gerou um alerta de tsunami, segundo informações da Agência Meteorológica do Japão.

O aviso se aplica à baía de Ariake, situada na costa oeste de Kumamoto, que está a aproximadamente 900 quilômetros de Tóquio. As autoridades locais alertaram a população sobre a possibilidade de um tsunami de até 1 metro.

Reação do governo japonês

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, utilizou a plataforma X para alertar os residentes a evitarem a costa, onde o tsunami poderia atingir. Takaichi informou que o governo formou uma força-tarefa com o objetivo de coletar informações, avaliar possíveis danos e se preparar para operações de resgate, se necessário.

“Estamos colocando a vida das pessoas como prioridade máxima”, afirmou a primeira-ministra, ao mesmo tempo em que recomendou cautela aos moradores das áreas mais afetadas, em razão da possibilidade de fortes réplicas do tremor.

Impactos e histórico da região

A Autoridade de Regulação Nuclear do Japão comunicou que não foram detectadas anomalias em três usinas nucleares próximas ao epicentro do terremoto, o que aliviou preocupações sobre potenciais crises nucleares.

Kumamoto já havia enfrentado um terremoto devastador em 2016, que resultou na morte de mais de 50 pessoas, além de deixar cerca de 1.800 feridos e causar danos a dezenas de milhares de residências.

O Japão, situado no Cinturão de Fogo do Pacífico, é uma das nações mais propensas a terremotos do mundo, com frequentes tremores e tsunamis, o que torna a preparação e resposta a essas catástrofes uma prioridade constante para o governo e a população.