Dois fortes terremotos abalaram a Venezuela na última quarta-feira, 24 de junho de 2026, causando o colapso de diversos edifícios, especialmente na capital, Caracas. O primeiro tremor registrou uma magnitude de 7.2, seguido por um segundo, ainda mais poderoso, de 7.5, ocorrendo apenas 39 segundos depois.

O epicentro do primeiro terremoto foi localizado a cerca de 28 quilômetros a oeste da comunidade de Moron, na costa caribenha do país, e a aproximadamente 104 milhas de Caracas, a uma profundidade de 13 quilômetros. O segundo tremor, com profundidade de 10 quilômetros, provocou ainda mais danos na região.

Situação crítica e orientações do governo

O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, descreveu a situação como "extremamente alarmante". Durante uma transmissão ao vivo na televisão estatal, ele confirmou que vários edifícios desabaram e pediu à população que permanecesse do lado de fora para evitar ferimentos adicionais com os possíveis tremores secundários.

Cabello também solicitou que os moradores desligassem o gás como medida de precaução para evitar explosões e pediu que motoristas dessem passagem para ambulâncias e veículos de emergência. "Estamos cientes de que muitos podem estar desesperados, mas estamos seguindo os protocolos para ativar as operações de ajuda e resgate", enfatizou.

Previsão de altas taxas de mortalidade

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) alertou que "alta mortalidade e danos extensivos são prováveis" e que a tragédia pode ser de grande escala, com uma estimativa de 44% de chance de que o número de mortes supere 10 mil. Até o momento, as autoridades venezuelanas não forneceram números oficiais sobre vítimas.

A situação ainda está em desenvolvimento, e as equipes de emergência estão mobilizadas para realizar operações de resgate e avaliar os danos.