A partir de 30 de junho, uma câmera do tamanho de um carro pequeno do telescópio Vera C. Rubin, localizado no Chile, iniciará uma pesquisa sem precedentes, capturando imagens do céu austral a cada 40 segundos durante os próximos dez anos. Esse esforço visa criar um panorama em time-lapse da evolução intergaláctica, ajudando a desvendar mistérios ainda não resolvidos do universo.
Detalhes do projeto
O projeto, denominado Legacy Survey of Space and Time (LSST), utilizará a maior câmera digital do mundo, que pesa 3 toneladas. Durante a pesquisa, a câmera utilizará uma série de filtros coloridos, proporcionando uma visão detalhada de objetos celestes, como asteroides e supernovas, e permitindo o acompanhamento de suas transformações e movimentos.
Além de capturar imagens “ricas em cores” de eventos cósmicos, o LSST irá orientar outros observatórios ao redor do mundo a focar em fenômenos celestiais notáveis, promovendo a colaboração entre diversas instituições na coleta de dados.
Objetivos e inovações
O projeto busca criar um novo inventário do sistema solar e da Via Láctea, além de investigar a matéria escura, analisando a luz distorcida de galáxias distantes. Brian Stone, diretor interino da Fundação Nacional de Ciência dos EUA, destacou: “Hoje, começamos a filmar o maior filme cósmico já feito. Este momento reflete décadas de visão, inovação e o poder do investimento federal.”
Financiado pela Fundação Nacional de Ciência dos EUA e pelo Departamento de Energia, o Observatório Rubin, que custou 800 milhões de dólares, está situado a 2.682 metros de altitude no Cerro Pachón, uma localização privilegiada para a observação astronômica devido ao céu escuro e ao ar seco.
Embora o observatório tenha capturado suas primeiras imagens no ano passado, o LSST foi oficialmente iniciado após um período de otimização e revisão técnica. Željko Ivezić, chefe do LSST, explicou que a decisão foi baseada na qualidade da imagem e na confiabilidade do sistema.
A cada noite, a câmera do observatório registrará milhares de imagens, completando uma varredura total do céu austral a cada poucos dias. Ao longo da pesquisa, o telescópio poderá retornar a pontos específicos, proporcionando uma visão dinâmica da evolução de sistemas estelares e galáxias. Esse longo esforço permitirá que cientistas estudem eventos raros e difíceis de detectar de maneira inédita.
A equipe do observatório enfatizou que o Rubin está “dando vida ao universo”, iluminando uma vasta gama de descobertas, desde estrelas pulsantes até fenômenos nunca antes vistos. Com isso, a pesquisa promete contribuir significativamente para a compreensão do cosmos.
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