A onda de calor que atinge a Europa está quebrando recordes históricos de temperatura. No Reino Unido, partes do sul da Inglaterra registraram 35,8°C, superando o recorde anterior de 35,7°C, que havia sido registrado em Surrey. O recorde anterior de junho era de 35,6°C em Southampton, durante a famosa onda de calor de 1976.
Na Escócia, o dia mais quente do ano foi registrado em Dyce, onde a temperatura atingiu 29,4°C. Outras localidades, como Fyvie Castle e Aboyne, também tiveram temperaturas acima de 28°C.
Impacto na saúde e clima na Europa
Na Espanha, as temperaturas médias diárias em junho chegaram aos níveis mais altos desde pelo menos 1950, com Bilbao registrando temperaturas superiores a 39°C. Estima-se que 94 milhões de pessoas em toda a Europa enfrentem temperaturas acima de 35°C, com mais de 350 milhões sentindo calor acima de 30°C.
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor da Organização Mundial da Saúde, alertou que a onda de calor está colocando a saúde das pessoas em risco. “Os dados são claros: as temperaturas na Europa estão subindo a uma taxa aproximadamente duas vezes maior que a média global”, afirmou. Ele enfatizou a necessidade urgente de ações climáticas e investimentos em sistemas de saúde resilientes ao clima.
Desafios enfrentados na vida cotidiana
Na Bélgica, a semana promete ser a mais quente do ano, com um alerta laranja em vigor. Meteorologistas preveem que as temperaturas podem atingir 39°C até o final da semana, e a falta de ar-condicionado em trens e ônibus resultou em cancelamentos de serviços. Em Roma, trabalhadores da construção civil e entregadores foram impedidos de trabalhar durante as horas mais quentes devido a uma ordem da região do Lazio, mas muitos ignoraram a medida, ressaltando a pressão econômica para manter o trabalho.
A situação é preocupante, especialmente para trabalhadores em áreas com altas temperaturas, que enfrentam riscos à saúde. A crise climática e suas consequências estão impactando desproporcionalmente as populações mais vulneráveis na Europa.