Na região de Ladakh, no norte da Índia, protestos tomaram as ruas em resposta à insatisfação com o governo central. Os grupos Leh Apex Body (LAB) e Kargil Democratic Alliance (KDA) convocaram uma greve geral, fechando negócios e instituições privadas para expressar suas demandas por um 'diálogo credível' com o governo de Nova Délhi.

Os manifestantes afirmam que o Ministério do Interior da Índia não incluiu propostas acordadas sobre a autoridade sobre a burocracia e garantias constitucionais para Ladakh nas atas das reuniões realizadas em 22 de maio. As duas organizações acusam o governo de aumentar um 'déficit de confiança' ao não refletir esses pontos nas discussões.

Demandas por autonomia

Desde 2023, o governo central e os grupos locais têm realizado várias rodadas de negociações, que foram suspensas após a morte de quatro pessoas e mais de 80 feridos durante protestos em Leh no ano passado, quando a população clamava por estado próprio. O LAB e o KDA advertiram que, se os acordos essenciais não forem incluídos nas atas finais das reuniões, voltarão a exigir 'pleno estado e status da Sexta Emenda para Ladakh'.

A inclusão na Sexta Emenda da Constituição indiana ajudaria a proteger as terras tribais, o emprego local e a frágil ecologia da região. A situação política em Ladakh se tornou tensa desde que o governo indiano aboliu o Artigo 370 em 2019, que desmantelou o status especial da região, antes parte de Jammu e Caxemira, gerando preocupações sobre a representação política adequada.

Novas regras para ONGs

Simultaneamente, o governo indiano também implementou mudanças nas regras de financiamento estrangeiro para organizações não governamentais (ONGs), aumentando as penalidades para aquelas que não cumprirem as novas diretrizes. Essas mudanças são vistas como parte de uma abordagem mais rigorosa do governo em relação a organizações que recebem fundos do exterior, acusadas de desviar recursos para atividades consideradas 'antipatrióticas'.