Os preços do petróleo apresentaram alta nesta segunda-feira, com os futuros do West Texas Intermediate (WTI) subindo 1,3%, alcançando US$ 70,17 por barril. O petróleo Brent, referência internacional, também registrou aumento de 0,78%, atingindo US$ 72,55. Essa elevação se deu após confrontos militares entre os Estados Unidos e o Irã durante o fim de semana, que reacenderam as preocupações sobre o abastecimento de petróleo no Oriente Médio.
Na última sexta-feira, os futuros do WTI haviam fechado abaixo de US$ 70 pela primeira vez desde 27 de fevereiro, dia anterior ao início do conflito no Irã. Após os recentes conflitos que ameaçaram as negociações para a paz, autoridades dos EUA afirmaram que ambas as partes concordaram em suspender as hostilidades, permitindo que os navios comerciais transitem livremente pelo estreito de Ormuz.
“As negociações técnicas continuarão em todas as áreas do Memorando de Entendimento (MOU)”, afirmou um oficial americano à CNBC no domingo. “Ambos os lados vão recuar por enquanto e os navios podem se mover livremente”, completou.
No sábado, o Exército dos EUA atacou diversas instalações iranianas em resposta a um ataque a um petroleiro comercial no estreito de Ormuz. Vizinhos do Irã, como Kuwait e Bahrein, também relataram a chegada de mísseis e drones durante a noite.
O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou o Irã sobre consequências devastadoras. “A aeronáutica dos Estados Unidos acabou de atacar locais de armazenamento de mísseis e drones iranianos, e sites de radar costeiros, por violar o Acordo de Cessar-fogo, NOVAMENTE!”, escreveu Trump em sua rede social, Truth Social. “Pode chegar um momento em que não seremos mais razoáveis e seremos forçados a completar militarmente o trabalho que iniciamos com muito sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã não existirá mais!”, acrescentou.
O Comando Central dos EUA informou que, na manhã de domingo, caças atacaram 10 alvos militares iranianos no estreito de Ormuz, em retaliação a um ataque com drone ao petroleiro de bandeira panamenha, M/T Kiku, que estava em trânsito com mais de dois milhões de barris de petróleo.
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