A Nova Zelândia confirmou, nesta quarta-feira (15), o primeiro caso de gripe aviária H5N1 de alta patogenicidade em uma ave marinha migratória. A informação foi divulgada pelo ministro da Biossegurança, Andrew Hoggard. Essa confirmação ocorre em um momento em que a Austrália também havia registrado os primeiros casos da doença em seu território continental, encerrando um período em que o continente australiano era a única grande massa continental sem registros do vírus.

Identificação do caso e medidas de controle

O governo neozelandês informou que o caso foi identificado em uma ave marinha migratória. Até o momento, as autoridades locais afirmam que não existem evidências de transmissão do vírus entre aves silvestres no país, nem registros de surtos em granjas comerciais. Hoggard declarou em comunicado: "Não há evidências de mortalidade em massa na vida selvagem ou de transmissão entre aves silvestres na Nova Zelândia. Não houve detecção em aves domésticas".

Preocupações regionais e histórico de surtos

A confirmação do caso na Nova Zelândia levanta preocupações sobre a chegada da cepa H5N1 por meio de aves migratórias, especialmente após a Austrália ter registrado dois casos da doença em menos de uma semana, em junho. O primeiro caso australiano foi identificado em um mandrião-pardo migratório, enquanto o segundo envolveu um petrel-gigante-do-norte encontrado doente em uma praia próxima à cidade de Esperance, a cerca de 570 quilômetros de Perth.

Antes disso, a Austrália era considerada o único continente sem registro da gripe aviária H5N1 em seu território continental. O vírus havia sido detectado anteriormente apenas na Ilha Heard, um território subantártico australiano localizado a cerca de 4 mil quilômetros da costa. Após os primeiros registros na Austrália, as autoridades reforçaram os protocolos de biossegurança em fazendas, ampliaram a testagem de aves costeiras e intensificaram as medidas de vigilância para evitar a propagação do vírus nos sistemas de produção comercial.

Impactos econômicos e saúde pública

Embora a disseminação da gripe aviária entre aves selvagens tenha sido observada em várias partes do mundo, as infecções humanas continuam a ser consideradas raras. No entanto, a propagação global da doença resultou no abate de milhões de aves nos últimos anos, afetando as cadeias de abastecimento e pressionando os preços de alimentos, em especial ovos e carne de frango. Até o momento, tanto a Nova Zelândia quanto a Austrália afirmam não ter identificado transmissão do H5N1 para aves de criação nos casos mais recentes.