O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP), Leonardo Sica, afirmou nesta quinta-feira (25) que a entidade agiu dentro de sua missão legal ao lidar com o caso da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, que está presa preventivamente desde maio sob suspeitas de lavagem de dinheiro, associação ao tráfico de drogas e participação em organização criminosa.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Sica respondeu a críticas sobre a atuação da OAB, que inicialmente defendeu a prerrogativa da advogada, mas posteriormente suspendeu seu exercício profissional. "Na OAB de São Paulo, ninguém está acima da lei e ninguém está abaixo da lei", declarou Sica, ressaltando a importância de proteger as prerrogativas de todos os advogados e aplicar o Código de Ética.

A OAB havia solicitado um habeas corpus para que Deolane pudesse ser transferida para uma Sala de Estado-Maior, um direito previsto para advogados em situações semelhantes. Na quarta-feira (24), a entidade anunciou a suspensão do exercício profissional de Deolane por um período inicial de 90 dias, que pode ser prorrogado até 360 dias, enquanto o Tribunal de Ética e Disciplina da OAB julga o caso.

A irmã de Deolane, Daniele Bezerra, criticou a suspensão, afirmando que a influenciadora não foi intimada pessoalmente e não teve a oportunidade de se defender. Daniele questionou a legalidade do processo, uma vez que Deolane ainda não foi condenada e não recebeu notificação pessoal sobre a suspensão.

A OAB-SP, em nota, destacou que sua atuação está dentro da legalidade e que todos os processos disciplinares tramitam sob sigilo, conforme a legislação vigente. A defesa de Deolane também manifestou descontentamento com a suspensão e afirmou que irá recorrer da decisão.