Em um vídeo dividido em duas partes, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro revela uma intensa briga com seu filho, Flávio Bolsonaro, levantando questões sobre o timing de sua exposição pública, a menos de quatro meses das eleições. O conteúdo, que ultrapassa 26 minutos, parece ser uma resposta a pressões crescentes dentro do PL e entre aliados de Flávio, que buscam seu engajamento na campanha para recuperar a confiança de evangélicos e mulheres, públicos que mostraram queda nas intenções de voto.

A pressão se intensificou especialmente após a divulgação de uma pesquisa do instituto Quaest, realizada no início de junho, que indicou uma diminuição do apoio a Flávio entre esses segmentos, em meio ao escândalo relacionado a encontros entre ele e Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master.

No vídeo, Michelle menciona ter se sentido “humilhada” por Flávio, que, segundo ela, a teria menosprezado ao afirmar que ela “havia chegado há pouco tempo” e “não entendia de política”. Ela destaca que “perdoar não é o mesmo que esquecer ou querer continuar com o relacionamento”, refletindo uma rixa pessoal que se extrapola para o campo político.

Além de suas desavenças familiares, Michelle também se mostra como um elo importante entre os Bolsonaros e o ministro André Mendonça, do STF, que é relator do caso do Banco Master. A briga entre mãe e filho também teria se intensificado devido a divergências sobre a estratégia do PL no Ceará, onde Flávio buscava apoio do ex-governador Ciro Gomes (PSDB), figura criticada por Jair Bolsonaro durante sua presidência.