Um levantamento realizado pela Herts and Middlesex Wildlife Trust (HMWT) revelou que Hertfordshire possui uma quantidade significativamente maior de florestas antigas do que os registros anteriores indicavam. De acordo com a organização, avanços em mapeamento digital e identificação mostraram 50% mais áreas documentadas do que as registradas entre 1981 e 1992.

A HMWT destacou que os dados agora enviados ao Natural England serão fundamentais para a proteção contra o desenvolvimento urbano e para a melhoria da gestão dessas áreas, tanto para o setor florestal quanto para atividades de lazer.

Impacto e preservação das florestas antigas

Alex Waechter, gerente do centro de registros da HMWT, comentou: "Temos a chance de combater as perdas e a fragmentação que ocorreram nos últimos dois séculos, criando novos habitats conectivos e corredores de vida selvagem." Essa nova identificação de florestas antigas resulta de um mapeamento digital mais preciso, da consideração de menores áreas florestais e da criação de uma nova categoria para pastagens e parques antigos, que não existia anteriormente.

Fiona Mahon, diretora de recuperação da natureza da HMWT, enfatizou a importância das florestas antigas, descrevendo-as como um "tipo especial de floresta que se desenvolveu ao longo de séculos e que mantém cobertura florestal contínua desde 1600". Essas áreas são o lar de espécies raras e ameaçadas, como a campainha azul, a erva Paris, o morcego barbastelle e o pombo-marinho, que está em declínio local.

"Essas florestas têm o potencial de apoiar a maior diversidade de espécies de qualquer tipo de floresta e desempenham um papel vital no combate às mudanças climáticas, capturando e armazenando carbono", acrescentou Mahon. A HMWT utilizará os dados do Inventário de Florestas Antigas para informar sua estratégia e plano de ação de recuperação da natureza, apoiando os esforços da organização para proteger e expandir as florestas em todo o condado, contribuindo para a meta nacional e global de preservar e restaurar pelo menos 30% das terras para a natureza até 2030.