No dia 19 de julho de 2026, a Ministra de Proteção Ambiental de Israel, Idit Silman, anunciou uma nova classificação para os crocodilos, que pode permitir a utilização desses répteis em tarefas de segurança, como a vigilância em prisões. A medida surge após uma proposta do ministro de Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, que sugere a instalação de crocodilos ao redor de um presídio destinado a detentos palestinos, semelhante ao centro de detenção para migrantes na Flórida, conhecido como "Alligator Alcatraz".

Crocodilos reclassificados como ativos de segurança

A nova classificação categoriza os crocodilos como "animais selvagens cultivados", em vez de apenas animais selvagens. Isso possibilita que uma organização de segurança aprovada mantenha crocodilos do Nilo para fins de segurança, desde que obtenha a devida autorização do governo e cumpra as condições estipuladas pelas autoridades ambientais. A proposta de Ben-Gvir inclui o uso de crocodilos para proteger a prisão de Ketziot, localizada no sul de Israel, onde estão principalmente prisioneiros de segurança palestinos.

Reação e críticas à proposta

Em uma postagem no Facebook, Ben-Gvir provocou os possíveis fugitivos, afirmando: "Está pensando em tentar escapar? Pense novamente." Ele acompanhou a mensagem com uma imagem gerada por inteligência artificial, onde aparece com um crocodilo preso a uma coleira. Entretanto, a proposta não foi bem recebida por todos. A Autoridade de Natureza e Parques de Israel manifestou sua oposição à ideia de Ben-Gvir, argumentando que animais selvagens devem ser mantidos apenas para fins de pesquisa e educação.

Além disso, a autoridade citou problemas anteriores relacionados a crocodilos criados em cativeiro que conseguiram escapar e apresentaram riscos à vida humana. Segundo a Channel 13, a proposta de Ben-Gvir também foi alvo de zombarias por parte de diversos oficiais do Serviço Prisional de Israel, que expressaram ceticismo sobre a eficácia e a segurança da ideia.

Essa nova abordagem levanta questões sobre a ética do uso de animais em funções de segurança e a responsabilidade do governo em garantir o bem-estar dos répteis, bem como a segurança pública. A discussão sobre o papel de animais em contextos de segurança se intensifica à medida que mais detalhes sobre a implementação dessa proposta surgem.