O Ministério da Proteção Ambiental de Israel, sob a liderança da ministra Idit Silman, reclassificou os crocodilos, permitindo que esses répteis sejam utilizados para fins de segurança em instituições prisionais. A decisão, anunciada em 19 de julho de 2026, pode possibilitar a implementação de crocodilos para patrulhamento em prisões, especialmente aquelas que abrigam detentos palestinos.

A proposta de utilização dos crocodilos foi inicialmente levantada pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, em dezembro do ano anterior. Ele sugeriu a ideia de cercar uma prisão com esses animais, inspirando-se no centro de detenção de migrantes na Flórida, conhecido como "Alligator Alcatraz". O objetivo declarado é aumentar a segurança nas instalações prisionais, particularmente no que se refere ao presídio de Ketziot, localizado no sul de Israel, que abriga principalmente prisioneiros de segurança palestinos.

Crocodilos reclassificados como ativos de segurança

A nova classificação dos crocodilos como "animal selvagem cultivado" permite que organizações de segurança, previamente aprovadas pelo governo, mantenham crocodilos para fins de vigilância, sob as condições estabelecidas pelas autoridades ambientais. A Israel Prison Service (IPS), que opera sob a supervisão de Ben-Gvir, é uma das entidades que poderá solicitar a autorização para a manutenção desses animais.

Criticas e preocupações sobre a proposta

A proposta de Ben-Gvir, no entanto, não foi bem recebida por todos. A Autoridade de Natureza e Parques de Israel manifestou sua oposição à ideia, argumentando que animais selvagens devem ser mantidos apenas para fins de pesquisa e educação. Além disso, a autoridade levantou preocupações sobre incidentes anteriores em que crocodilos criados em cativeiro escaparam, representando riscos para a vida humana.

De acordo com reportagens da mídia israelense, a proposta também foi alvo de críticas e zombarias por parte de vários oficiais da IPS, que questionaram a viabilidade e a segurança do uso de crocodilos em ambientes prisionais. O debate sobre a utilização de animais selvagens em funções de segurança continua a suscitar discussões sobre ética e eficácia.