Guinea-Bissau votou pela aprovação de uma nova constituição que expande significativamente os poderes do presidente, em referendo realizado no último domingo. Segundo resultados provisionais, 70% dos eleitores aprovaram as mudanças.
A adesão foi alta, com mais de 55% dos eleitores participando, totalizando cerca de 544.060 pessoas. A nova constituição reduz o número de cadeiras no parlamento de 102 para 65 e diminui as circunscrições eleitorais de 29 para 12.
Novas regras exigem que candidatos presidenciais tenham residido no país por pelo menos cinco anos antes das eleições, medida que visa limitar a participação de políticos com forte apoio na diáspora.
Consequências políticas
O resultado do referendo é esperado para facilitar as eleições programadas para dezembro, que muitos esperam estabilizem o cenário político do país. Guinea-Bissau tem passado por períodos turbulentos desde sua independência em 1974, incluindo pelo menos 10 tentativas de golpe militar, metade das quais bem-sucedidas.
Após as eleições presidenciais disputadas em novembro do ano passado, o ex-comandante militar Gen Horta Inta-A Na Man liderou um conselho de transição. O líder do conselho, Na Man, declarou que após o referendo, 'quem vencer as eleições terá seu mandato garantido sem obstáculos'.
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