Em 19 de novembro de 2025, a startup britânica TierraViva AI transferiu US$ 1.000 para uma conta da ONU, marcando o primeiro pagamento recebido pelo Cali Fund, mecanismo criado durante a cúpula da biodiversidade em Cali, Colômbia, em 2024. O objetivo do fundo é que empresas que utilizam dados genéticos da biodiversidade compartilhem parte dos benefícios com os países que abrigam esses recursos e com comunidades indígenas e locais que os protegem.

Contribuições mínimas e baixa visibilidade

O fundo formalmente abriu para contribuições em 25 de fevereiro de 2025. Até agosto de 2025, havia apenas duas contribuições confirmadas: US$ 1.000 da TierraViva AI e US$ 5.000 da empresa britânica Prozomix, que não era obrigada a contribuir segundo as regras vigentes. O total acumulado chegou a US$ 6.000, muito abaixo do alvo de US$ 1 bilhão por ano.

Falta de consciência e expectativa de receita

Astrid Schomaker, secretária executiva da Convenção da ONU sobre a Biodiversidade, afirmou em entrevista ao Mongabay que "nobody knows about the fund". A empresa Ginkgo Bioworks, norte-americana, anunciou intenção de contribuir mas ainda não realizou o pagamento.