O setor da cannabis passou anos prevendo a substituição da maconha em formato de flor por produtos como edulcorantes, concentrados e vapores. De acordo com Obie Strickler, co-fundador e CEO da Grown Rogue, essa previsão refletia mais a visão de executivos novos do que o comportamento real dos consumidores.
A predição foi baseada em um grupo equivocado
Strickler lembra que, ao iniciar a Grown Rogue há mais de uma década, ouvia frequentemente que consumidores com renda alta e sem experiência com a maconha seriam os principais compradores. Esses profissionais, muitos sem histórico de uso da planta, eram vistos como o futuro do mercado.
Em 2017, durante uma visita a um posto de distribuição, um familiar foi apresentado como representante desse novo consumidor. Ela falou sobre o design do local, enquanto Strickler avaliava a qualidade da maconha em exposição. Ao sair, perguntou qual formato preferia. Respondeu que usaria vapores, mas disse que consumia um ou dois por ano.
O mercado não deixou de usar a flor
De acordo com dados do Headset, até junho de 2026, a maconha em formato de flor representou 39,4% das vendas em 16 mercados estaduais, totalizando US$ 9,6 bilhões. Ainda assim, pre-rols mantêm espaço significativo no mercado, com o consumo contínuo de flor por parte de usuários regulares.
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