Peter Murrell, ex-chefe executivo do Partido Nacional Escocês (SNP) e ex-marido da ex-líder do partido, Nicola Sturgeon, foi condenado a cinco anos e três meses de prisão por desvio de mais de 400 mil libras (aproximadamente 465 mil euros ou 530 mil dólares) de fundos da sigla. O desvio ocorreu entre 2010 e 2023 e incluiu a compra de um motorhome, carros e produtos de luxo.

A condenação foi proferida na última terça-feira, 23 de junho de 2026, pelo juiz Andrew Young, no Tribunal Superior de Edimburgo. Murrell, de 61 anos, reconheceu sua culpa ao utilizar os recursos do SNP para adquirir um Volkswagen, posteriormente um Jaguar, além de itens de marcas renomadas como Estée Lauder e Harrods.

Durante a sentença, o juiz destacou a quebra de confiança que as ações de Murrell representaram para a organização que ele liderava, afirmando: "Este foi um crime calculado de desonestidade. A sentença que imponho hoje servirá como um aviso para outros oficiais seniores que possam ser tentados a abusar de suas posições." As autoridades agora buscam recuperar os valores desviados através de ações legais relacionadas a crimes.

Repercussões para Nicola Sturgeon

A situação gerou embaraços para o SNP, que domina a política escocesa há quase duas décadas. Apesar disso, o partido conseguiu se manter forte nas eleições parlamentares escocesas, em parte devido à fragilidade do Partido Trabalhista liderado por Keir Starmer.

Sturgeon, que se afastou de Murrell em 2025, emitiu uma declaração por meio de seu advogado, Aamer Anwar, reafirmando sua inocência e sua falta de conhecimento sobre as atividades ilícitas do ex-marido. Na declaração, Sturgeon expressou que foi "totalmente enganada e decepcionada" por Murrell.