Leon Black, ex-CEO da Apollo Global Management, afirmou em seu testemunho preparado para uma audiência da Câmara dos Representantes que o criminoso sexual Jeffrey Epstein o enganou em mais de US$ 60 milhões em taxas de gestão financeira. Black revelou que Epstein fez alegações falsas sobre a dedutibilidade fiscal dessas taxas.

Em sua declaração, que foi compartilhada com a CNBC, Black disse que foi iludido pela personalidade contraditória de Epstein. 'Eu venho aqui hoje voluntariamente para esclarecer minha relação com Jeffrey Epstein e, em particular, por que paguei a ele o que paguei', declarou Black.

Defesa de Black

No mesmo documento, Black enfatizou: 'Deixe-me afirmar de forma inequívoca que nunca abusei de uma mulher. Nunca estive com uma mulher menor de idade. Nunca estive envolvido em tráfico sexual. Nunca paguei Epstein por acesso a mulheres.' Ele também negou qualquer envolvimento ou conhecimento sobre as condutas ilícitas de Epstein.

Durante sua fala, Black fez referência ao relatório Dechert de 2021, que investigou os pagamentos feitos a Epstein por serviços financeiros. 'O relatório Dechert concluiu que paguei a Epstein US$ 158 milhões', disse Black. Segundo ele, Epstein alegou que as taxas que ele estava pagando eram 'dólares a 60 centavos', uma informação que Black só descobriu ser falsa anos depois.

Serviços prestados por Epstein

Black informou que, segundo o relatório, Epstein prestou serviços legítimos de planejamento tributário e sucessório que resultaram em economias significativas para seu escritório familiar. 'O trabalho tributário foi responsável por bilhões de dólares em economias, e todos os trabalhos de Epstein foram revisados por escritórios de advocacia e contabilidade respeitáveis', afirmou Black.

A audiência do Comitê de Supervisão e Reforma do Governo está investigando as ligações de Epstein com diversas figuras influentes e ricas.