Nesta terça-feira (23), Donald Trump utilizou suas redes sociais para compartilhar um artigo da emissora NewsMax, que aponta o Brasil como o próximo "teste" em seu projeto de "ressurgimento conservador" na América Latina. Essa declaração reforça a atenção da Casa Branca em relação às próximas eleições brasileiras.

A relação entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já foi elogiada pelo ex-presidente americano, agora enfrenta desafios. Após o encontro do G-7, Trump declarou que "não pensa" e "não se importa" com Lula, indicando um esfriamento nas relações entre os dois líderes.

Nas últimas semanas, a relação Brasil-EUA também foi marcada por tensões adicionais, com o governo americano anunciando um aumento de tarifas sobre produtos brasileiros e classificando facções como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

No episódio mais recente do podcast O Assunto, a apresentadora Natuza Nery entrevistou Christopher Garman, analista internacional e diretor executivo das Américas na Eurasia Group. Garman discutiu as intenções de Trump no Brasil e a influência que isso pode ter nas eleições brasileiras, além de avaliar como as ações dos EUA podem impactar outros pleitos na América Latina.

Durante a conversa, Garman comentou sobre a percepção de Trump sobre Lula, que ele descreveu como uma pessoa "muito volátil". Além disso, ele sugeriu que Lula pode usar o temor de uma invasão americana como parte de sua estratégia de resposta ao recente aumento de tarifas.

Por sua vez, Lula expressou surpresa com as tarifas propostas e anunciou que planeja enviar uma nova carta a Trump. Segundo uma pesquisa da Quaest, 43% dos entrevistados acreditam que Lula saiu mais fortalecido após seu encontro com Trump, que também abordou temas como terras raras, crime organizado e comércio.