Condenações por desvio de recursos educacionais

Dez pessoas foram condenadas pela Justiça de Goiás por envolvimento em um esquema de desvio de recursos destinados à educação estadual, investigado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) na Operação Regra Três. A sentença aponta que o grupo atuava por meio de empresas formalmente registradas em nome de terceiros, manipulava orçamentos para simular concorrência e direcionava contratações realizadas por escolas da rede estadual.

Detalhes da sentença

A decisão judicial condenou o delegado de polícia Dannilo Ribeiro Proto e a professora e ex-coordenadora Regional de Educação de Rio Verde Karen de Souza Santos Proto, apontados como os líderes e mentores intelectuais da organização criminosa. Dannilo foi condenado a 11 anos, 2 meses e 1 dia de reclusão, enquanto Karen recebeu pena de 11 anos, 1 mês e 20 dias, ambas em regime fechado. O empresário Leonard Ferreira de Paulo foi condenado a 8 anos, 3 meses e 22 dias, também em regime fechado.

Os outros sete réus receberam penas que variam entre cinco e sete anos, em regime semiaberto, conforme os termos da sentença. A decisão também determinou a perda dos cargos públicos de Dannilo, Karen e do servidor estadual Vitor Rodrigo Bento. Dannilo permanece preso e não poderá recorrer em liberdade. Os demais condenados poderão recorrer soltos.