Para muitos consumidores, os frangos rotisserie são uma opção prática e saborosa para o jantar. No entanto, ao passar pela seção de rotisserie de um supermercado, é comum se deparar com carcaças de frango sendo descartadas, suas suculentas carnes transformadas em uma gelatina viscosa.

A situação foi revelada por Ann Larson, ex-caixa de um supermercado de uma rede popular, que compartilhou suas experiências sobre o desperdício de alimentos que ocorre diariamente. Durante uma conversa com um colega de trabalho, ela foi informada de que na noite anterior, cerca de dezesseis frangos foram jogados fora. O funcionário explicou que os gerentes preferem manter a vitrine de frangos sempre cheia, pois um exibição repleta é mais atraente para os clientes do que uma parcialmente vazia.

Para garantir que a vitrine estivesse sempre cheia, os trabalhadores chegavam antes do amanhecer para temperar e assar dezenas de aves. Um dos funcionários, que se queimou ao manusear os frangos quentes, acabou pedindo demissão pouco depois. O processo de tempero e assado continuava ao longo do dia, e conforme os frangos eram vendidos, os empregados substituíam os que faltavam. Quando a loja fechava, os frangos restantes eram descartados.

Ann Larson é autora do livro Cleanup on Aisle Five: Essential Work, Poverty Wages, and the View from Behind the Supermarket Register e é associada do Economic Hardship Reporting Project.