Em conversas recentes com colegas britânicos, um tema comum surgiu: seus rostos estão pálidos, o cabelo está molhado e eles suspiram com frequência. O verão extremamente quente na Europa está afetando diretamente a sensação de conforto térmico.

Como o corpo sente e responde ao calor

O organismo humano funciona com temperatura corporal entre 36,5°C e 37,5°C. Acima de 40°C, os órgãos começam a sofrer danos. O cérebro detecta variações térmicas na pele por meio de receptores termorreceptivos, ativando respostas conscientes, como tirar roupas ou buscar sombra.

Adaptação fisiológica com o tempo

O corpo também ativa mecanismos inconscientes: acelera o batimento cardíaco para levar sangue das áreas internas para a pele, onde pode ser perdido por convecção. Quando o ambiente é igual ou mais quente que a pele, o suor se torna essencial. A evaporação do suor retira calor do corpo.

Estudos mostram que pessoas que vivem em climas quentes desenvolvem, ao longo do verão, uma adaptação gradual chamada "acclimatação sazonal", tornando-se mais eficientes na regulação térmica. Essa capacidade não depende de origem genética, mas de exposição repetida ao calor desde a infância.