Na quinta-feira, a Espanha enfrentou outro grave acidente ferroviário, desta vez em Toledo, no centro do país. Nove meses após uma colisão fatal em Córdoba, que deixou 46 mortos, agora 69 corpos foram recuperados dos destroços espalhados pelas trilhas.
A tragédia, que ocorreu recentemente, afetou profundamente as famílias das vítimas e abalou a confiança no sistema ferroviário e no governo socialista liderado por Pedro Sánchez, apenas semanas antes de eleições gerais.
Investigações e responsabilidades
O ministro dos Transportes, Oscar Puente, rapidamente assumiu o controle da narrativa, apontando para 'erros humanos' como causa do acidente. Ele negou falhas crônicas no investimento infraestrutural e defendeu o sistema de sinalização LZB, usado também na Alemanha e Áustria, afirmando que suas falhas são normais e ao nível da média europeia.
No entanto, a investigação revelou que falhas no sistema de sinalização permitiram que um trem em estacionamento fosse liberado para avançar a 160 km/h, mesmo com outro trem bloqueando a trilha. Puente admitiu erros humanos, mas se recusou a assumir responsabilidade política, argumentando que seu papel é melhorar o sistema e garantir segurança.
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