Com a aproximação das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, a inteligência artificial ganha cada vez mais espaço na propaganda eleitoral. Essa prática, conhecida como ‘slopaganda’, combina propaganda política com conteúdos de baixa qualidade gerados por inteligência artificial.

A maioria dos anúncios desse tipo é financiada por candidatos republicanos ou grupos ligados ao partido, mas a prática também é usada por democratas. Em um exemplo, um anúncio do candidato Abdul El-Sayed, do Partido Democrata, mostra uma imagem de família gerada por inteligência artificial, com o candidato ao lado de mulheres usando véus.

Menos transparência

Segundo pesquisadores, poucos anúncios informam o uso de inteligência artificial. O Wesleyan Media Project identificou 220 anúncios políticos produzidos com IA até o momento, mas acredita que o número real seja muito maior. Dos anúncios identificados, quase 81% foram financiados por candidatos republicanos ou grupos ligados ao partido.

Não há regras federais

No entanto, nos EUA, não há uma regra federal que obrigue as campanhas eleitorais a informar o uso de inteligência artificial nos anúncios. Apesar disso, mais de US$ 137 milhões foram gastos na veiculação desses anúncios, com um aumento significativo em comparação com os gastos em 2024.