Líderes internacionais enfrentam desafios financeiros e subsídios prejudiciais durante a Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP17), realizada em Yerevan, Armênia. A instalação de uma muralha de elefantes serve como metáfora para os sistemas financeiros que contribuem para a destruição da biodiversidade.
Subsídios prejudiciais e sua impacto
A especialista em política ambiental An Lambrechts, da Greenpeace Internacional, alertou que a economia global gasta apenas $1 para proteger a natureza por cada $30 gastos em sua destruição. Essa afirmação baseia-se em dados do relatório 'State of Finance for Nature 2026' do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP).
O relatório da WWF Internacional indica que as populações de vertebrados selvagens diminuíram em média 73% entre 1970 e 2022, associando o declínio à mudança climática, agricultura e à direcionamento de fundos para atividades que prejudicam a biodiversidade.
Objetivos e desafios
Em 2022, 196 países adotaram o Acordo Global sobre Biodiversidade (GBF) com o objetivo de cortar anualmente $500 bilhões em subsídios e outros apoios financeiros para atividades prejudiciais à biodiversidade. No entanto, esses subsídios ainda são significativos, totalizando $7,3 trilhões.
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