Uma pesquisa inovadora realizada na Escola Municipal Olga Benário Prestes, em Macaé, está promovendo uma verdadeira transformação na educação, ao integrar alunos do ensino fundamental, professores e acadêmicos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade de Stavanger, na Noruega. O estudo, publicado pela Universidade Federal de Viçosa, aborda a importância da Sustentabilidade e da Educação Regenerativa no ambiente escolar.

A experiência destaca um modelo raro no Brasil, onde a colaboração entre os diferentes níveis de ensino se torna um motor para a criação de soluções sustentáveis. Os estudantes da escola participaram ativamente de atividades que os levaram a explorar o campus da UFRJ, conhecer o Sistema Agroflorestal ÁrvoreSer e se envolver em oficinas práticas sobre solo, água e biodiversidade.

Quebra de barreiras entre universidade e escola

O professor Gedmar Santos Carvalho, da Escola Municipal Olga Benário Prestes, salientou que o projeto rompeu com as tradicionais barreiras hierárquicas. "Aqui foi diferente. Nós fomos até a universidade, e os professores da UFRJ escutaram nossas demandas. Os alunos do Benário não foram apenas ouvintes, mas protagonistas", afirmou Carvalho, enfatizando a importância de formar cidadãos conscientes e engajados.

O professor Rafael Nogueira Costa, da UFRJ e coautor do artigo, ressaltou que a metodologia da pesquisa foi construída de forma colaborativa, permitindo que o conhecimento fosse coconstruído com a comunidade escolar. Para ele, a presença constante da universidade nas escolas públicas é fundamental para elevar o interesse científico e a qualidade do ensino.

Continuidade da pesquisa

A pesquisa, coordenada por Nogueira, segue em desenvolvimento e é parte de um estudo mais amplo sobre sustentabilidade e inovação no ensino, que será realizado na Universidade de Stavanger ao longo de 2026. O projeto demonstra que a educação pode, de fato, ser um agente de mudança social e ambiental.