O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de 63 anos, enviou uma mensagem à população de seu país, que enfrentou terremotos na quarta-feira (24). Maduro e sua esposa, Cilia Flores, estão detidos em Nova York desde janeiro, após serem capturados pelo exército dos EUA em Caracas.
No comunicado, publicado em suas redes sociais, Maduro expressou suas orações pelas famílias afetadas e convocou os venezuelanos à união em momentos de crise. "Hoje a palavra é uma só: máxima união, máxima solidariedade e máxima ação. Que ninguém fique sozinho, que cada comunidade cuide de suas crianças, de seus avós, de seus enfermos, e que todos nós acompanhemos o trabalho dos corpos de resgate", afirmou.
Os terremotos, com magnitudes de 7,2 e 7,5, ocorreram na noite de quarta-feira e foram seguidos por pelo menos 20 réplicas. Estruturas desabaram na capital e em outras áreas, mas até a última atualização, o governo não havia divulgado um balanço oficial de mortos e feridos, embora autoridades confirmassem a existência de vítimas.
Estado de emergência e mobilização de equipes de resgate
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou estado de emergência e anunciou a suspensão de aulas e serviços não essenciais para priorizar os esforços de resgate. Ela ressaltou a mobilização de equipes de segurança e assistência civil para ajudar as áreas afetadas, além da interrupção das redes de gás e eletricidade para evitar novos perigos.
Os tremores, considerados os mais fortes registrados no país em mais de um século, também foram sentidos em diversos estados do Brasil, como Pará e Roraima, onde moradores evacuaram prédios. A mensagem de Maduro conclui com um apelo à solidariedade e resiliência: "A Venezuela já passou por grandes provações e desta também sairemos fortes, com fé, disciplina e solidariedade".