A investigação sobre supostas fraudes financeiras envolvendo o extinto Banco Master deixou de se restringir ao sistema bancário e passou a atingir o Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Polícia Federal (PF), o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto. Em poucos dias, relatórios policiais, pedidos de investigação e manifestações de autoridades transformaram a primeira semana de setembro em um dos períodos mais turbulentos da política brasileira em 2026.
Moraes é citado em mensagens
Parte dos relatórios descreve uma relação de proximidade entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. De acordo com a PF, os dois mantinham contatos frequentes, com conversas sobre operações policiais e pedidos de encontros. Os investigadores também apontaram registros de alterações em minutas de contratos firmados entre empresas ligadas a Vorcaro e o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advocacia, pertencente à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Versões dos documentos foram modificadas por um usuário identificado como ‘Ministro Alexandre de Moraes’ antes da assinatura dos acordos.
Moraes nega irregularidades. O escritório de sua esposa afirma que os contratos respeitaram a legislação e as regras aplicáveis à advocacia. O ministro também sustenta que os relatórios precisam ser examinados à luz das normas processuais e constitucionais.
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