BP iniciou a produção do poço Fayoum-4 no Delta do Nilo, no Egito, dois anos antes do prazo previsto, aumentando em cerca de 80 milhões de pés cúbicos por dia a oferta de gás no mercado nacional.

Produção acelerada com infraestrutura existente

O poço foi conectado aos complexos de tratamento já operados pela empresa no Delta do Nilo, via pipeline Giza-Fayoum, evitando a construção de novas instalações subaquáticas. A operação é realizada com participação de 82,75% por parte da BP e 17,25% pelo Harbour Energy.

Contexto de demanda e investimentos futuros

O Egito enfrenta queda significativa na produção doméstica de gás desde 2021, forçando a capital a passar de exportador neto para importador de liquefeito de gás (LNG), com custos que ultrapassam bilhões de dólares. Anos de dívidas não pagas reduziram o investimento em exploração. O ministro da Petróleo, Karim Badawi, anunciou em março um investimento de cerca de 1,5 bilhão de dólares na exploração e desenvolvimento do gás no Egito durante o período fiscal 2026/27.

Paralelamente, a BP anunciou a venda parcial de sua portfólio no Egito. A Energean iniciou negociações exclusivas para adquirir interesses da BP em ativos do Delta do Nilo e na concessão Temsah, com potencial de levantar cerca de 1 bilhão de dólares. A empresa manterá seus ativos por meio da joint venture Arcius Energy, com o grupo XRG de Abu Dabi.