No dia 6 de julho de 2026, a Austrália e Fiji assinaram um novo pacto econômico e de defesa, fortalecendo as relações entre os dois países. O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, formalizou o acordo com o primeiro-ministro fijiano, Sitiveni Rabuka, durante uma visita à capital de Fiji, Suva. Este movimento é parte da estratégia de Canberra para conter a influência crescente da China na região do Pacífico.

Acordo de defesa e segurança

O pacto recém-assinado estabelece que Fiji e Austrália se consultarão sobre qualquer desenvolvimento relacionado à segurança que possa ameaçar a soberania de ambas as nações. Segundo o texto do acordo, o objetivo é reconhecer e reafirmar o compromisso entre as partes de proteger sua soberania, assegurar seus interesses mútuos de defesa e contribuir para a estabilidade e segurança do Pacífico.

O contexto geopolítico

A Austrália já possui tratados de defesa com países como Estados Unidos, Nova Zelândia e Papua Nova Guiné. A adesão de Fiji a este novo pacto é significativa, especialmente considerando que, sob a liderança do ex-primeiro-ministro Frank Bainimarama, o país havia se aproximado de Pequim. Em 2022, a China firmou um acordo de segurança secreto com as Ilhas Salomão, o que gerou preocupações sobre a possibilidade de uma presença militar permanente na região.

Com a ascensão de Rabuka ao poder em 2022, as relações de Fiji com a China começaram a esfriar. Em 2025, o primeiro-ministro fijiano rejeitou a ideia de que o país poderia um dia abrigar uma base militar chinesa. "Se eles quiserem vir, quem os receberia? Não Fiji. E acho que a China entende isso bem", declarou Rabuka na ocasião.

A assinatura do pacto de defesa entre Austrália e Fiji reflete um movimento estratégico para consolidar parcerias que visam a segurança regional em um contexto de crescente competição entre potências no Pacífico. O governo australiano tem enfatizado a importância de trabalhar em conjunto para enfrentar desafios compartilhados e criar novas oportunidades para os cidadãos de ambas as nações.