As marinhas da China e da Rússia realizarão exercícios navais conjuntos entre os dias 10 e 13 de julho, nas águas e espaço aéreo da costa leste da China, conforme anunciado pelo Ministério da Defesa chinês no último domingo. As manobras ocorrerão nas proximidades do importante porto de Qingdao e serão seguidas por patrulhas marítimas conjuntas em áreas não especificadas do Oceano Pacífico.

Detalhes das Operações Conjuntas

De acordo com a mídia estatal russa, uma variedade de embarcações da Frota do Pacífico da Rússia, incluindo um cruzador, uma corveta, um submarino diesel-elétrico e um navio de resgate, já chegaram a Qingdao para participar dos exercícios. O Comando do Teatro Norte da China informou que suas forças incluem dois destróieres, uma fragata, um submarino, um navio de suprimentos e uma embarcação de resgate.

Durante as manobras, as duas marinhas deverão realizar exercícios de reconhecimento, defesa aérea e de mísseis, além de operações de ataque de superfície. Essas atividades são parte de um histórico de colaboração militar entre os dois países, que se intensificou nos últimos anos.

Contexto das Relações Sino-Russas

Os exercícios navais ocorrem cerca de dois meses após a visita do presidente russo Vladimir Putin à China, onde ele caracterizou as relações bilaterais como tendo alcançado um “nível inédito de desenvolvimento”. O presidente chinês Xi Jinping também se referiu à parceria entre os dois países como “inquebrantável”. Essa colaboração se reflete em diversos aspectos, desde a diplomacia até a economia.

Desde 2012, China e Rússia têm realizado os exercícios conjuntos conhecidos como Joint Sea. A edição do ano passado ocorreu próxima ao porto de Vladivostok, na Rússia, e também foi seguida por patrulhas no Pacífico. A manutenção dessas atividades conjuntas demonstra o fortalecimento das relações entre as duas potências, especialmente em um cenário geopolítico em constante mudança.

Vale destacar que a China nunca condenou a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia e se posiciona como um partido neutro, frequentemente reiterando a necessidade de negociações de paz. Essa postura é parte de uma estratégia mais ampla de fortalecer laços com Moscou em meio a tensões globais.